São Luís - A criação das comunidades temáticas poderá fazer com que as prefeituras brasileiras aproveitem melhor o intercâmbio de experiências entre elas, apesar das diferenças de estrutura, de recursos humanos e tecnológicos. É o que sustenta a consultora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas da Fundação Getúlio Vargas, Clair Vieira de Moraes, ao comentar a nova sistemática de trabalhos do Programa Nacional de Apoio à Modernização da Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros (PNAFM).
São Luís - A criação das comunidades temáticas poderá fazer com que as
prefeituras brasileiras aproveitem melhor o intercâmbio de experiências entre
elas, apesar das diferenças de estrutura, de recursos humanos e tecnológicos. É
o que sustenta a consultora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas da Fundação
Getúlio Vargas, Clair Vieira de Moraes, ao comentar a nova sistemática de
trabalhos do Programa Nacional de Apoio à Modernização da Gestão Administrativa
e Fiscal dos Municípios Brasileiros (PNAFM).
“Essa metodologia só traz vantagens, pois trabalha a
diversidade dos diferentes níveis de conhecimento que está no bojo de atuação
do Programa”, afirmou Clair Vieira, acrescentando que essa heterogeneidade é
resolvida porque o processo de troca se dá não por categorias genéricas, mas
pela identificação de cada participante com os problemas que enfrentam. “Ou
seja, é como se os participantes descobrissem que a dor de uma é a mesma do
outro e, juntos, procuram identificar qual o remédio mais apropriado”,
acrescentou.
Segundo a consultora o trabalho em comunidades temáticas
cria oportunidades para que os participantes possam expressar idéias sem sofrer
censuras, organizálas em dados e, em seguida, transformá-las em informação,
“gerando assim um resultado lógico”.
Segundo Clair Vieira, esse resultado não se perde, pois a vivência e o
conhecimento são apropriados pelos participantes.
“Essa sistemática transforma o saber em prática e fortalece
as premissas do PNAFM, pois a vivência adquirida deve minimizar as
dificuldades”, disse a consultora. O resultado é que o programa é executado
mais rapidamente pelas prefeituras, com menos custos e de maneira mais eficaz.
A consultora alertou para a necessidade de que os coordenadores
da Unidade de Coordenação de Programas da Secretaria Executiva do Ministério da
Fazenda (UCP) mantenham um contato mais próximo com as comunidades a partir de
agora. “As reuniões precisam ser mais periódicas, mais constantes nesse
primeiro momento, sempre definindo uma agenda positiva para a reunião seguinte,
definindo responsabilidades”, afirmou, argumentando que as lideranças do
Programa vão surgir naturalmente a partir das atividades de cada comunidade.